Dólar opera em queda após avançar por 3 sessões seguidas

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Dólar fecha em alta de mais de 2% após resultados do megaleilão do pré-sal

Dólar fecha em alta de mais de 2% após resultados do megaleilão do pré-sal

Nesta quarta-feira, moeda norte-americana subiu 2,21%, a R$ 4,0810.

Por G1

06/11/2019 09h03  Atualizado há 17 horas

       00:00/03:05     Leilão de quatro áreas do pré-sal na Bacia de Santos pode arrecadar R$ 106,5 bilhões

Leilão de quatro áreas do pré-sal na Bacia de Santos pode arrecadar R$ 106,5 bilhões

O dólar fechou em forte alta nesta quarta-feira (6), devido à frustração dos investidores com a participação de empresas estrangeiras no megaleilão do pré-sal. O governo previa arrecadar R$ 106,5 bilhões na disputa, mas a quantia ficou em R$ 69,96 bilhões após dois blocos ficarem encalhados.

A moeda norte-americana subiu 2,21%, a R$ 4,0810. Veja mais cotações. Na máxima da sessão, atingiu R$ 4,0876. Na mínima, marcou R$ 3,9762.

Na parcial do mês, o dólar acumula alta de 1,78%. No ano, já subiu 5,34%.

Variação do dólar em 2019Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamentoEm R$Dólar comercialDólar turismo (sem IOF)28/1211/123/15/215/227/213/325/34/416/429/410/522/53/613/626/68/719/731/712/822/83/913/925/97/1017/1029/103,63,844,24,4Fonte: ValorPro

O consórcio Petrobras/CNODC/CNOOC arrematou nesta quarta-feira o bloco de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, durante a Rodada de Licitações do Excedente da Cessão Onerosa. Não houve outra oferta pelo bloco, no qual a Petrobras será operadora com 90% de participação, em um desdobramento decepcionante para o megaleilão do pré-sal. Além disso, apenas Petrobras fez oferta pelo bloco Itapu.

O resultado confirmou os temores de que as empresas estrangeiras não seriam tão agressivas nos lances para a cessão onerosa, diminuindo a expectativa de entrada de fluxo no mercado.

"Há frustração em relação ao leilão, com a Petrobras levando 90% do consórcio de Búzios", disse à Reuters Flavio Serrano, economista sênior do banco Haitong. "Havia expectativa de maior participação de empresas estrangeiras." Segundo Serrano, a dinâmica da moeda norte-americana vai depender do andamento do leilão.

O Banco Central não vendeu contratos de swap cambial reverso nem dólar à vista nesta quarta-feira, de oferta de até 12 mil e 600 milhões, respectivamente. Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

 

Cenário externo

 

No exterior, os investidores aguardavam novos desdobramentos na frente comercial Estados Unidos-China, enquanto as duas maiores economias do mundo trabalham na busca de um local para a assinatura da "fase um" de um acordo entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, com expectativa de retirada de tarifas.

 Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/11/06/dolar.ghtml