Dólar opera em queda, em meio a expectativas positivas sobre negociações EUA-China

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Dólar opera em alta e bate R$ 4,19 com noticiário sobre Trump e incerteza comercial

Dólar opera em alta e bate R$ 4,19 com noticiário sobre Trump e incerteza comercial

Na véspera, moeda dos EUA fechou em queda de 0,05%, a R$ 4,1692.

Por G1

25/09/2019 09h04  Atualizado há 2 minutos

  Notas de dólar — Foto: pasja1000/Creative CommonsNotas de dólar — Foto: pasja1000/Creative Commons

Notas de dólar — Foto: pasja1000/Creative Commons

O dólar opera em alta nesta quarta-feira (25), atingindo máximas em quase um mês, em dia negativo para ativos de risco no exterior diante de incertezas políticas nos Estados Unidos e de sinais de caminho ainda difícil para um acordo comercial entre EUA e China.

Às 10h51, a moeda norte-americana subia 0,41%, vendida a R$ 4,1863. Na máxima até o momento chegou a R$ 4,1946 – maior cotação intradia desde 27 de agosto (R$ 4,1948). Veja mais cotações.

No acumulado no ano, a alta frente ao real já chega a 8%. Na véspera, o dólar fechou praticamente estável, em queda de 0,05%, cotado a R$ 4,1692.

Variação do dólar em 2019Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamentoEm R$Dólar comercialDólar turismo (sem IOF)28/1210/121/131/111/220/21/314/325/33/412/424/046/515/524/54/613/625/64/716/725/75/814/823/83/912/923/93,63,844,24,4Fonte: ValorPro

 

Impeachment contra Trump e guerra comercial

 

No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de moedas subia 0,41%, enquanto moedas emergentes se depreciavam, em meio à percepção de aumento de incerteza política nos EUA depois que a Câmara dos Deputados do país afirmou que iniciará um inquérito formal de impeachment contra o presidente Donald Trump. A acusação é de que ele violou a lei ao tentar recrutar um poder estrangeiro para interferir a seu favor na eleição de 2020.

O temor de investidores é que Trump perca mais capital político, o que eventualmente dificultaria um acordo comercial com a China ou mesmo novo aumento de gastos pelo governo dos EUA um ano antes das eleições presidenciais, destaca a Reuters. Já o impeachment de Trump é visto pelo mercado como muito pouco provável, tendo em vista que o Senado americano é controlado pelos republicanos, partido do presidente.

A questão sobre o comércio com a China também afetava os mercados nesta sessão, após, na véspera, Trump um discurso considerado duro, no qual fez críticas explícitas a práticas comerciais chinesas.

Nesta quarta, Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China e conselheiro de Estado, reagiu dizendo que Pequim não tinha intenção de "jogar Game of Thrones no cenário mundial", mas alertou Washington a respeitar sua soberania, e disse esperar resultados positivos nas próximas negociações.

Do lado doméstico, investidores seguiam atentos ainda ao noticiário sobre a reforma da Previdência. A votação do parecer do relator Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre as emendas apresentadas à reforma da Previdência, prevista para ocorrer na terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, foi adiada novamente, desta vez para a semana que vem.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/09/25/dolar.ghtml