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Dólar opera em queda com alívio por China e EUA e de olho na reforma da Previdência

Dólar opera em queda com alívio por China e EUA e de olho na reforma da Previdência

No dia anterior, o dólar fechou em alta de 0,18%, vendido a R$ 3,8394.

Por G1

01/07/2019 09h09  Atualizado há 50 minutos

  Notas de dólar — Foto: REUTERS/Dado RuvicNotas de dólar — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

Notas de dólar — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

 

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (1), com alívio vindo do exterior após China e Estados Unidos concordarem em reiniciar as negociações comerciais, e na expectativa pela apresentação do relatório final da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara.

Às 10h50, a moeda norte-americana caía 0,73%, vendida a R$ 3,8114. Veja mais cotações.

Na sexta-feira (28), o dólar fechou em alta de 0,18%, vendido a R$ 3,8394. No semestre, a moeda norte-americana teve queda de 0,9% e, em junho, de 2,17%, refletindo as expectativas sobre a aprovação da reforma da Previdência no Brasil e o corte de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).

Variação do dólar em 2019Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamentoEm R$Dólar comercialDólar turismo (sem IOF)28/128/115/122/130/16/213/220/227/28/315/322/329/35/412/422/429/47/514/521/528/54/611/618/626/63,63,844,24,4Fonte: ValorPro 

 

Cenário externo

 

No sábado, os EUA e a China concordaram em voltar às negociações comerciais, com o governo norte-americano suspendendo novas tarifas sobre exportações chinesas, em um sinal de pausa nas hostilidades comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Ao falar sobre a Huawei, um dos pontos espinhosos da negociação entre os dois países, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse ainda que companhias norte-americanas receberiam permissão para vender componentes à maior fabricante de peças de telecomunicações do mundo, quando não houvesse problemas de segurança nacional.

O anúncio trouxe alívio aos mercados globais nesta segunda-feira, encorajando investidores a deixarem de lado a cautela que vinham adotando na expectativa do encontro entre os presidentes dos dois países, ocorrido paralelamente à cúpula do G20 no Japão, e alimentando apetite por risco.

"Apesar de um cessar-fogo ter sido antecipado pelos mercados na semana passada, o avanço é bem recebido e traz alivio às tensões globais, o que deve dar sustentação aos mercados globais(com foco em emergentes como o Brasil) no curto prazo", avaliaram economistas da XP Investimentos, em nota.

 

Cenário local

 

No panorama doméstico, investidores olham para uma semana considerada crucial para a reforma da Previdência, na expectativa que o relator do texto na comissão especial, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresente o relatório final no início desta semana.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que terça-feira é o prazo final para reincluir ou não Estados e municípios. Na terça, Maia participa de uma reunião com os governadores e Moreira, para definir o apoio ou não à reforma.

Agentes financeiros monitoram se parlamentares conseguirão votar o texto no plenário da Câmara antes do recesso.

Investidores ainda trazem no radar o acordo do Mercosul com a União Europeia, anunciado na sexta-feira. "Ainda temos que monitorar desdobramentos, mas a sinalização é positiva", afirmou a economista da CM Capital Markets, Camila Abdelmalack.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/07/01/cotacao-do-dolar-01072019.ghtml