USD Compra R$ 5,0062 Venda R$ 5,6014
EUR Compra R$ 5,9374 Venda R$ 6,5975
GBP Compra R$ 6,8792 Venda R$ 7,6840
ARS Compra R$ 0,0019 Venda R$ 0,0058
MXN Compra R$ 0,2752 Venda R$ 0,3823
CLP Compra R$ 0,0049 Venda R$ 0,0073
UYU Compra R$ 0,0981 Venda R$ 0,1752
COP Compra R$ 0,0010 Venda R$ 0,0020
PEN Compra R$ 1,2030 Venda R$ 1,8928
CHF Compra R$ 6,0011 Venda R$ 7,2926
CNY Compra R$ 0,0000 Venda R$ 0,9279
JPY Compra R$ 0,0272 Venda R$ 0,0392
ZAR Compra R$ 0,2293 Venda R$ 0,4094
AUD Compra R$ 3,0823 Venda R$ 3,9064
CAD Compra R$ 3,3077 Venda R$ 4,1899
NZD Compra R$ 2,6697 Venda R$ 3,3875
AED Compra R$ 1,1799 Venda R$ 1,7055
PYG Compra R$ 0,0004 Venda R$ 0,0008
BOB Compra R$ 0,4286 Venda R$ 0,9118
PLN Compra R$ 0,7473 Venda R$ 1,7934
O dólar voltou a recuar nesta terça-feira (16), sendo negociado a R$ 5,3019 por volta das 12h45, em queda de 0,36% e acumulando cinco sessões consecutivas de baixa, o que o levou ao menor patamar desde junho do ano passado. Em movimento oposto, o Ibovespa avançava 0,24%, aos 143.885 pontos, renovando o recorde histórico alcançado ontem. O cenário reflete a expectativa de cortes nos juros dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que as taxas no Brasil devem permanecer elevadas, tornando o país mais atrativo para investidores estrangeiros e estimulando a entrada de recursos que fortalecem a bolsa e pressionam a cotação da moeda americana para baixo.
No Brasil, o destaque da agenda foi a divulgação da Pnad Contínua pelo IBGE, que mostrou queda da taxa de desemprego para 5,6% no trimestre encerrado em julho, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O resultado representa redução em relação aos 6,6% do trimestre anterior e equivale a 6,118 milhões de pessoas sem trabalho, número próximo ao registrado no fim de 2013. Apesar do avanço expressivo, analistas apontam sinais de estabilização do mercado de trabalho, com expectativa de desaceleração gradual a partir do fim do terceiro trimestre, embora a taxa de desemprego deva encerrar 2025 em torno de 5,6%.
Nos Estados Unidos, a divulgação de novos indicadores trouxe sinais mistos para os mercados. As vendas no varejo subiram 0,6% em agosto, acima das expectativas de 0,2%, enquanto a produção industrial cresceu 0,2%, contrariando projeções de retração. Os dados sugerem que a economia americana segue resiliente, o que pode reduzir as chances de cortes rápidos nos juros pelo Federal Reserve. Além disso, a cena política também influencia as discussões sobre política monetária, com a indicação de Stephen Miran, ligado a Donald Trump, avançando no Senado, enquanto a tentativa de afastar Lisa Cook do comitê foi barrada pela Justiça, embora a Casa Branca prometa recorrer.
Nos mercados globais, o otimismo inicial em Wall Street perdeu força após os números mais fortes do que o esperado, levando os índices a operar em leve queda: Dow Jones recuava 0,39%, S&P 500 caía 0,12% e Nasdaq tinha baixa de 0,08%. Na Europa, prevalecia cautela diante da expectativa sobre os juros nos EUA, com o STOXX 600 caindo 0,13% e principais bolsas recuando, como Frankfurt (-0,25%), Madri (-0,50%) e Londres (-0,08%). Já Paris registrava pequena alta de 0,03%. Na Ásia, o pregão foi instável, mas sem grandes variações: Xangai fechou em leve alta de 0,04%, enquanto o Nikkei subiu 0,3% e Seul avançou 1,24%.
Assim, os mercados globais operam entre o otimismo com possíveis cortes nos juros e a cautela diante da resiliência da economia americana, enquanto no Brasil a combinação de juros elevados e melhora no mercado de trabalho tem fortalecido o real e sustentado novos recordes da bolsa.
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