USD Compra R$ 4,7425 Venda R$ 5,3335
EUR Compra R$ 5,4885 Venda R$ 6,1324
GBP Compra R$ 6,4650 Venda R$ 7,2232
ARS Compra R$ 0,0016 Venda R$ 0,0057
MXN Compra R$ 0,2063 Venda R$ 0,3684
CLP Compra R$ 0,0043 Venda R$ 0,0064
UYU Compra R$ 0,0890 Venda R$ 0,1589
COP Compra R$ 0,0011 Venda R$ 0,0021
PEN Compra R$ 1,1318 Venda R$ 1,7807
CHF Compra R$ 5,4693 Venda R$ 6,6491
CNY Compra R$ 0,4568 Venda R$ 0,9136
JPY Compra R$ 0,0258 Venda R$ 0,0362
ZAR Compra R$ 0,2205 Venda R$ 0,3938
AUD Compra R$ 3,0831 Venda R$ 3,9075
CAD Compra R$ 3,0821 Venda R$ 3,9062
NZD Compra R$ 2,4822 Venda R$ 3,1517
AED Compra R$ 1,1159 Venda R$ 1,6142
PYG Compra R$ 0,0004 Venda R$ 0,0008
BOB Compra R$ 0,2352 Venda R$ 0,5003
O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (1°), refletindo falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre o momento mais adequado para os cortes de juros nos Estados Unidos.
Jerome Powell disse, pouco após o Fed anunciar que decidiu manter suas taxas inalteradas entre 5,25% e 5,50% ao ano, que não acha provável que a instituição comece um ciclo de baixas nos juros já em sua próxima reunião, em março.
O mercado repercute também a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) de reduzir a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, a 11,25% ao ano.
Às 09h10, o dólar subia 0,55%, cotados a R$ 4,9643. No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,16%, vendida a R$ 4,9373. Nesta quarta-feira (31), o Fed decidiu mais uma vez manter os juros norte-americanos na faixa de 5,25% e 5,50%, ao ano. Esse continua sendo o maior nível das taxas desde 2001. A decisão já era esperada pelo mercado.
No entanto, as falas de Jerome Powell depois da reunião é o que tem pesado no pregão. O presidente do Fed disse que a instituição não trabalha com o cenário de corte de juros em março, reafirmando que isso é improvável.
"Essa acabou por ser a frase fundamental do seu comunicado e o mercado reagiu a esse comentário, com as probabilidades de cortes em março passando de mais de 50% para cerca de 35%", pontua José Maria Silva, coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue.
Apesar de afastar as expectativas de que o ciclo de cortes comece em breve, o Fed adotou um tom mais neutro no comunicado da reunião, com destaque para a remoção da frase, que estava em comunicados anteriores, que menciona a possibilidade da instituição promover novos aumentos de juros como forma de trazer a inflação anual dos Estados Unidos a 2%, explica Silva.
Em 2023, a inflação norte-americana encerrou o ano com alta de 3,4%, um pouco acima do esperado. Agora, o mercado espera que a primeira redução nas taxas do Fed aconteça em maio.
Juros ainda elevados preocupam o mercado porque encarecem os processos de tomada de crédito para pessoas e empresas, o que pode reduzir o consumo e elevar a inadimplência. Neste cenário, o maior receio é que os Estados Unidos passem por uma recessão econômica em 2024.
Já por aqui, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, a 11,25% ao ano, ao menor patamar em dois anos, dentro do que era esperado. o Comitê sinalizou também que trabalha com um cenário de reduções de mesma magnitude em suas próximas reuniões.
Para Ricardo Martins, economista-chefe da Planner Investimentos, porém, o Copom já tem espaço para promover cortes maiores para os juros brasileiros.
"Inflação em queda e convergindo para a meta, associada à evidente desaceleração da economia, que cresceu em torno de 3% por conta do carrego estatístico do primeiro trimestre de 2023 e iniciou no segundo trimestre a caminhada para uma retração no começo de 2024, são fatores nítidos", comenta Martin.
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